A futura ponte entre a Vigorelli, em Joinville, e o distrito do Saí, em São Francisco do Sul, entrou em uma das etapas mais importantes do processo: a definição dos traçados que poderão viabilizar a travessia sobre a Baía da Babitonga.
O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, o EVTEA, começa agora e está na fase em que serão apresentadas três opções de rota para a ligação.
O estudo foi contratado pela Associação de Municípios do Nordeste de Santa Catarina (AMUNESC), com custo dividido entre as prefeituras de Joinville, São Francisco do Sul, Garuva e Itapoá.
A conclusão está prevista para setembro, conforme prazo contratual. A partir desse documento, os municípios terão base técnica para buscar recursos e definir o modelo de execução.
A proposta mais discutida é a concessão à iniciativa privada, com possibilidade de aporte de recursos públicos.
A ligação em estudo tem cerca de 1,2 mil metros de extensão, conectando a região da Vigorelli ao distrito do Saí, na parte continental de São Francisco do Sul. A Vila da Glória faz parte desse distrito.
Hoje, a travessia é feita exclusivamente por ferryboat. Apesar de funcional, o sistema limita o fluxo e cria filas em períodos de maior movimento.
A ponte surge como solução estrutural para a mobilidade regional.
A nova etapa do EVTEA, chamada de produto 3, vai aprofundar pontos decisivos:
- estudo de tráfego e projeção de demanda
- análise ambiental detalhado
- estudo preliminar urbanístico
- avaliação de acessos terrestres
- custos com desapropriações
- complexidade geotécnica e condições do solo
- impactos no ambiente marinho
Os traçados devem ficar no entorno da atual rota do ferryboat, aproveitando a proximidade dos acessos já existentes dos dois lados da baía.
Nas fases anteriores, já foram realizados trabalhos de campo e levantamentos técnicos. Na etapa final, serão definidos custos e modelagem financeira.
Embora a ponte ligue oficialmente Joinville a São Francisco do Sul, o reflexo mais estratégico é regional.
A rota cria um acesso alternativo a Itapoá, encurtando o caminho até Joinville e fortalecendo a integração entre litoral e maior polo econômico do Norte catarinense.
Para moradores, facilita o deslocamento diário.
Para turistas, reduz tempo de viagem.
Para o setor imobiliário, aumenta conectividade e potencial de valorização.
Infraestrutura dessa magnitude não é apenas mobilidade. É transformação logística, urbana e econômica.
Com a definição dos três traçados e a escolha da alternativa mais viável, o estudo servirá de base para a captação de recursos e definição do modelo de concessão.
Ainda é uma fase técnica, mas decisiva. É o momento em que o projeto deixa de ser ideia e passa a ter desenho concreto.








