O alargamento da praia de Itapoá entrou oficialmente em sua última etapa. A obra, que já transformou grande parte da orla da cidade, agora chega ao trecho final: a Praia Figueira do Pontal.
Segundo o Porto de São Francisco do Sul, responsável pela execução da recomposição costeira, os trabalhos de engordamento da faixa de areia já alcançaram 93% de execução. Dos 8,8 quilômetros previstos no projeto, 7,3 quilômetros já receberam areia.
Agora, a intervenção avança para os últimos 800 metros da orla, na região da Figueira do Pontal, ao sul de Itapoá e próxima à área portuária. A previsão é que esse trecho receba cerca de 465 mil metros cúbicos de areia.
A recomposição da orla de Itapoá teve início em outubro do ano passado, pela Praia Pontal do Norte, trecho que recebeu o maior volume de sedimentos.
Depois, os trabalhos avançaram para a Praia Princesa do Mar, onde a etapa foi concluída no último sábado, dia 20 de junho. Com isso, a obra chega agora ao seu ponto final na Praia Figueira do Pontal, encerrando um ciclo que já mudou a paisagem da cidade e ampliou a faixa de areia em boa parte do litoral.
Para quem acompanha o crescimento de Itapoá, esse avanço representa muito mais do que uma obra na praia. Ele mostra uma cidade vivendo uma nova fase, com mais estrutura, mais visibilidade e mais preparo para o futuro.
O alargamento acontece junto com a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga. Parte dos sedimentos retirados do fundo do mar está sendo reaproveitada na própria orla de Itapoá.
Na prática, a areia retirada durante a dragagem é usada para recompor a faixa de praia, criando uma área mais larga entre o mar e a cidade. Esse processo ajuda a reduzir os efeitos da erosão costeira, protege a orla e melhora o uso da praia por moradores e turistas.
Ao mesmo tempo, a dragagem também tem um papel importante para a logística da região. Com o aprofundamento do canal, a Baía da Babitonga ganha melhores condições para receber embarcações de maior porte, fortalecendo os portos do Norte de Santa Catarina.
Além da areia, o projeto também envolve o replantio de vegetação de restinga, uma parte essencial para manter a nova faixa de praia protegida. Itapoá já recebeu mais de 93 mil mudas nativas no processo de recomposição ambiental. Ao todo, a previsão é que sejam plantadas 280 mil mudas, de seis espécies diferentes.
Esse trabalho ajuda a fixar as dunas e aumenta a durabilidade do alargamento, formando uma barreira natural contra a ação do vento, das marés e dos eventos climáticos.
As novas dunas têm entre 1 metro e 1,5 metro de altura, com aproximadamente 26 metros de largura, criando um sistema contínuo de proteção para a costa.
A chegada da última etapa do alargamento confirma um momento histórico para Itapoá. A cidade, que já vinha chamando atenção pelo crescimento populacional, pelo avanço do mercado imobiliário, pela força do turismo e pela presença do Porto Itapoá, agora passa a ter uma orla ainda mais preparada.
Com uma faixa de areia mais larga, a praia ganha em beleza, segurança e uso público. Para moradores, isso significa mais qualidade de vida. Para turistas, uma experiência melhor durante a temporada. Para investidores, mais um sinal claro de que Itapoá está se consolidando como uma das cidades mais promissoras do litoral catarinense.
A obra também fortalece a imagem de Itapoá como uma cidade que une natureza, desenvolvimento e infraestrutura. É o tipo de transformação que aparece na paisagem, mas também mexe com o futuro da cidade.
Com 93% da recomposição concluída, o alargamento da praia de Itapoá entra em seus momentos finais deixando uma marca visível no litoral.
A Figueira do Pontal será o último capítulo dessa grande intervenção, que começou no Pontal do Norte, passou pela Princesa do Mar e agora chega ao sul da cidade.
Mais do que uma praia mais larga, Itapoá está ganhando uma nova relação com o seu próprio território. A cidade cresce, a orla se transforma e o litoral ganha uma estrutura que deve impactar turismo, valorização imobiliária e qualidade de vida pelos próximos anos.
Itapoá está mudando diante dos nossos olhos. E o alargamento da praia é uma das maiores provas disso.







