A conexão entre Paraná e Santa Catarina acaba de ganhar um novo impulso. O Governo do Paraná assinou o contrato para a duplicação da PR – 412, no trecho entre Guaratuba e a divisa com o Norte de Santa Catarina.
O investimento, de R$ 254,5 milhões, contempla 12,81 km de obras e traz melhorias significativas para mobilidade, segurança viária e integração logística da região, especialmente para quem circula entre Guaratuba, Garuva e Itapoá.
A duplicação foi contratada no modelo de contratação integrada, em que a empresa vencedora é responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo antes de iniciar a obra.
Com a emissão da Ordem de Serviço, começam os estudos técnicos e levantamentos de campo.
Cronograma previsto:
- 12 meses para elaboração e aprovação dos projetos pelo DER/PR;
- Após a aprovação, inicia-se a duplicação;
- 18 meses para execução da obra;
Se tudo ocorrer dentro do prazo, a entrega está prevista para meados de 2028.
De acordo com Fernando Furiatti, diretor-presidente do DER/PR, os prazos refletem as condições específicas da região: “A faixa de domínio do trecho tem solos moles e o nível da água muito próximo ao terreno natural. O anteprojeto do DER propõe várias soluções possíveis, que serão estudadas e podem ser expandidas nessa etapa.”
Outro desafio é que a PR-412 atravessa área de Mata Atlântica, o que torna o licenciamento ambiental uma fase crucial do projeto.
O trecho contemplado vai do km 0, na divisa entre Paraná e Santa Catarina, até o acesso ao Balneário Coroados, ponto que será totalmente remodelado com a construção de um viaduto.
As melhorias incluem: ampliação da pista, segurança, fiscalização, mobilidade multimodal e estruturas complementares.
Integração com obras catarinenses: contorno de Garuva e duplicação da SC - 417
A duplicação da PR – 412 está diretamente conectada às melhorias previstas no lado de Santa Catarina, incluindo:
- Duplicação da SC-417, desde a divisa até o entroncamento com a BR-101
(trecho de 19,18 km); - Contorno Sul de Garuva, que vai desviar o trânsito pesado do centro da cidade.
Essas obras fazem parte do acordo dos royalties do petróleo firmado entre Paraná e Santa Catarina.
Pelo acordo, SC deve receber aproximadamente R$ 365 milhões, compensação por erros históricos nos cálculos dos repasses feitos desde os anos 1990.
O objetivo é claro: melhorar a mobilidade entre os estados e preparar toda a região para o aumento de fluxo previsto com a futura Ponte de Guaratuba.
Impacto direto para Itapoá: turismo, logística e valorização imobiliária
Embora a duplicação esteja em território paranaense, os efeitos recaem diretamente sobre Itapoá, cidade que mais cresce em Santa Catarina e um dos destinos mais procurados por turistas e investidores.
1. Acesso mais rápido e seguro ao litoral norte de SC
A PR-412 é um dos principais caminhos utilizados por paranaenses, catarinenses e turistas que chegam a Itapoá. A duplicação deve reduzir os congestionamentos e aumentar a segurança, especialmente na temporada.
2. Aumento da atratividade turística
Itapoá já possui 32 km de praias, águas quentes e 100% de balneabilidade. Com um acesso rodoviário mais eficiente, a tendência é que o fluxo de visitantes cresça ainda mais.
3. Melhoria da logística regional
Com o Porto Itapoá, maior porto de contêineres do Sul do Brasil, a região precisa de infraestrutura robusta para o transporte de cargas. A duplicação e o futuro Contorno de Garuva trazem mais fluidez ao corredor logístico.
4. Valorização de imóveis
Investidores monitoram de perto obras estruturantes. Mobilidade, segurança e desenvolvimento viário costumam impulsionar a valorização dos bairros próximos às vias de acesso.
Um passo decisivo para o futuro da região
A duplicação da PR-412 é uma obra estratégica que reforça a integração entre Paraná e Santa Catarina, apoia o crescimento acelerado de Itapoá e prepara a região para um futuro de mais turismo, mais logística e mais investimentos.
Com a entrega prevista para 2028 e as obras catarinenses caminhando em paralelo, todo o eixo Guaratuba–Garuva–Itapoá entra em um novo ciclo de desenvolvimento, e os resultados serão sentidos nas próximas décadas.








